aa Cinema no Bunkyo - Confira o ciclo de filmes que acontece no Grande Auditório do Bunkyo    (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, Rua São Joaquim, 381 – Liberdade, tel. 3208 1755)  todas as quartas, a partir das 13 hs. com entrada franca para sócios e R$ 3,00 para não sócios.  Em sua maioria, são filmes inéditos no Brasil e falados em japonês (sem legenda).
A programação é mensal e abrange diversos tipos de filmes da época de samurai, romances, policiais, comédias, musicais entre outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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a  Um pouco da história do bairro da Liberdade - A caracterização da Liberdade como bairro oriental, teve seu início em 1912 com a vinda de inúmeros imigrantes japoneses, que aqui chegaram, devido ao término dos contratos de trabalho das lavouras do interior de São Paulo.

Eles foram se instalando em grupos nos subsolos e  porões das casas da Rua Conde de Sarzedas, pois eram incrivelmente baratos e de localização central em relação aos locais de trabalho.De lá , muitos imigrantes japoneses iniciaram a sua história e a do bairro.
 
Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”.

Algum tempo depois os imigrantes já estavam adaptados ao bairro, promovendo jogos de baseball aos finais de semana, freqüentando escolas para as crianças japonesas, e adquirindo publicações e jornais japoneses (somente interrompidas, devido à 2º Guerra Mundial).

Um fato marcante foi a inauguração do Cine Niterói em 1953, na Rua Galvão Bueno,  que passou a exibir filmes japoneses. Posteriormente outros cinemas deste segmento foram surgindo no bairro como o “Nippon” (hoje atual sede da Aichi Kenjin-Kai), Cine Jóia e o Cine Tokyo.

Em meados da década de 60 lojistas da região perceberam a necessidade de se criar um tipo de Associação, para defesa de interesse do bairro. E com isso, foi criada a Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade (atual ACAL).

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. A Diametral Leste-Oeste obrigou o cine Niterói, marco inicial da prosperidade do bairro, a se mudar para a esquina da avenida Liberdade com a rua Barão de Iguape (atualmente funciona no local o Hotel Barão Lu). A Rua Conselheiro Furtado, que era estreita, foi alargada, diminuindo a força comercial do local. Além disso, com a construção da estação Liberdade do metrô, na década de 70, alguns pontos comerciais das ruas Galvão Bueno e na Avenida Liberdade desapareceram.

A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos.

Além e lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bon odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas japoneses passaram a receber também artistas e cantores japoneses.
Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas Suzurantõ. Em 1973, Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.
Em 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a caracterização do bairro oriental. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na praça da Liberdade.

No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil, iniciou-se a prática do Radio Taissô, na praça da Liberdade. São dezenas de pessoas que fazem uma sessão diária de ginástica.                                     
Nas décadas de 80 e 90, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro..                                                                                                                             
Fonte: www.culturajaponesa.com.br

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